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fevereiro 2020

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O Brasil na rota da praga?

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O recente acordo do Brasil com a Índia acende um próspero sinal verde para o Comércio Exterior brasileiro, que passa a ter um acesso privilegiado para negociar com a segunda maior população do mundo. Ao mesmo tempo, alerta para um  preocupante sinal amarelo para os  riscos imensuráveis,  em  consequentes  à negligências praticadas  no âmbito da segurança fitossanitária. Refiro-me à ameaça de entrada e difusão, no país, de pragas quarentenárias existentes nos países exportadores, através das embalagens e peças de madeiras usadas como suportes de cargas nas zonas de fronteiras do Brasil, tais como portos e aeroportos.
O contexto da tratativa comercial com a Índia impõe ao Brasil,  como necessidade de 1° ordem,  as estratégias de segurança e gestão fitossanitária, na medida em que país asiático figura como o de origem de 57% das pragas quarentenárias detectadas pela fiscalização no Porto de Santos, o maior da América Latina, por um estudo realizado por auditores fiscais federais agropecuários no período de 2015 a 2017. Inexistente no Brasil, pragas da espécie quarentenária têm potencial de causar prejuízo de bilhões de dólares para a fruticultura e para as florestas plantadas. Exemplos não faltam. Desde que se instalou no Brasil, em 2001, a praga da “ferrugem asiática da soja” provocou um prejuízo de US$ 20,8 bilhões de dólares para os produtores rurais. Atualmente, em todo o  Brasil, a importante  tarefa de  fiscalizar a entrada de produtos insumos  mais de dez áreas de diferentes segmentos conta com  menos 2.500  fiscais agropecuários . Por outro lado, o  arcabouço legal que disciplina as políticas públicas de defesa fitossanitária está entre os mais efetivos do mundo. A regras da  Instrução normativa nº32, de 2015, proveniente de acordo internacional ( NIMF 15 ) e subordinada ao Ministério da Agricultura e Agropecuária (MAPA),  se cumpridas regularmente, não coloca em risco a segurança fitossanitária do país.  Nesse âmbito, é inescapável falar do Tratamento Térmico HT como  medida simples e segura para  sanear embalagens e suportes de madeira, vetor preferencial para as pragas desbravarem novos biomas. Ambientalmente correto, e amparado pela IN32, o  HT como tecnologia sanitária foi implantada a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas – SP,  responsável por movimentar quase metade de toda carga aérea no país, e premiado diversas vezes como o melhor do undo  em gestão de cargas na sua categoria. De fato, no mundo cada vez mais globalizado, as  ocorrências de  epidemias têm se tornado fatos rotineiros.  Para o  Brasil a  conquista de um espaço preferencial num mercado tão concorrido como a Índia não pode estar sob o risco desse tipo de transtorno, e dano  para a toda a cadeia produtiva, bem como à imagem do país,  por conta de negligências na aplicação de protocolos fortemente recomendados na área de saúde, agricultura e Meio Ambiente. Seria, nesse caso, o infeliz resumo da triste máxima ” O barato que sai caro.” Voltarei ao tema.

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