AcessoRMC

terça-feira

4

fevereiro 2020

0

COMMENTS

O Brasil na rota da praga

Categorias Sem categoria

O recente acordo de expansão comercial firmado entre Brasil e Índia levará a um significativo aumento da movimentação de cargas internacionais, sobretudo para os setores da agricultura e da agropecuária.
Duas questões fundamentais emergem desse contexto:
1: A redução das barreiras sanitárias e fitossanitárias,nas zonas portuárias, aeroportuárias e entrepostos aduaneiros do país.
. 2: Dos riscos dela decorrentes, tais como o de entrada e difusão de pragas quarentenárias existentes nos países exportadores, através das embalagens e peças de madeiras usadas como suportes de cargas em trânsito no país.
A convergência de fatores dessa tratativa comercial, combinada ao fato de que as epidemias vêm se tornando fatos diários no mundo cada vez mais globalizado, é preciso que se confira às barreiras fitossanitárias a prioridade indisputada que lhes cabe. Dá a dimensão do alerta o dado oficial de que a Índia, 2° mais país mais populoso do mundo, é também o de maior procedência de pragas – 57,36% -, de uma lista de dezoito países, conforme um estudo recente sobre interceptações de pragas em embalagens de madeira no Porto de Santos, realizado de 2015 a 2017 por fiscais do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Ainda de acordo com a pesquisa, entre as pragas interceptadas, mais de 80% eram da espécie quarentenárias, ou seja, inexistente no Brasil e com potencial de causar prejuízo de bilhões de dólares para a fruticultura e para as florestas plantadas. Isto posto, não é trivial que alguns setores da economia busquem enquadrar os requisitos fitossanitárias previstos na Instrução normativa nº32, de 2015, proveniente de acordo internacional ( NIMF 15 ), como atividade protecionista e de entrave à abertura comercial do país. Tão grave quanto esse discurso desinformado é o movimento pela descontinuidade, nas zonas de fronteiras, de medidas fitossanitárias, como Tratamento Térmico (HT), devidamente contemplado no processo legal de gestão fitossanitária.
O procedimento é ambientalmente correto, e o mais adotado mundialmente nas ações de redução, nas embalagens de madeira, das condições para o desenvolvimento de pragas. Foi implantado de forma pioneira no 2° maior terminal de cargas do país, o Aeroporto de Viracopos, eleito por diversas vezes por publicações internacionais como o melhor do mundo em gestão de cargas aéreas. O Brasil, em sua agenda desenvolvimentista, não pode correr o risco o risco de avançar para traz, em descompasso com a agenda mundial de saúde e de Meio Ambiente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *